Semana meio de molho, fazendo o possível do trabalho on-line: atestado, corticoide, tosse e mais tosse. Eu tomei as vacinas, mas como tomo imunossupressores por causa da artrite reumatóide sou mais suscetível mesmo a viroses e sou professora, então não tem muito jeito. Fez frio e choveu aqui nas últimas semanas, então tive infleuenza e depois uma bronquite. Mas já estou quase, eu disse quase, boa!

O lado bom foi ver que me recupero bem quando faço as coisas com cuidado. Também tenho perdido a vergonha de avisar que estou doente e aceitado que não importa mesmo o que as pessoas pensem, pois, no fim das contas, a responsabilidade sobre meu corpo é minha e devo cuidar de mim como a mais carinhosa das mães o faria.
Outra coisa boa foi que continuei acordando espontaneamente às 5h30, mesmo sem dormir bem à noite por conta da tosse e dos remédios. Como não precisava sair passei a semana toda tomando uma hora do meu tempo nestas manhãs, que eu amo por parecerem fora do tempo, aconchegada no sofá com um café quentinho e meu tricô nas mãos, assistindo vídeos sobre artes manuais no youtube.
Nessa, acabei por fazer o famoso Sophie Sacrf, que ficou fofo e macio, pois usei uma lã especial, de alpaca, comprada no Uruguai quando morei em Montevidéu durante o doutorado.

Originalmente comprei esta lã para fazer um cachecol para o Lúcio, mas ele é muito sensível a texturas e acabei guardando o novelo para algum dia. Agora estou tricotando luvas sem dedos com o que restou da lã, e considerando estes projetos pequenos um aquecimento para a aventura de tricotar minha primeira blusa, sobre a qual não tomei a principal decisão ainda: qual será a receita.
Semana termina, semana começa, e a próxima vai ser bem exigente, pois é nossa semana acadêmica e me meti em mil coisas, como sempre.
Mas vou pisar devagarinho, farei os corres e tentarei descansar entre eles e há de dar tudo certo.
“prometo me ser fiel, amando-me e respeitando-me todos os dias de minha vida”